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18.06.2026 | Cuidados

Qual a quantidade de ração ideal o seu para cachorro?

Dieta natural e em quantidades certas de comida para o cachorro auxiliam na prevenção da obesidade. 

Dieta natural e em quantidades certas de comida para o cachorro auxiliam na prevenção da obesidade. 

Quantidade de ração para cachorro

A quantidade ideal de ração para um cachorro varia significativamente dependendo de diversos fatores, incluindo idade, porte, nível de atividade física, metabolismo individual e a própria composição da ração. As necessidades nutricionais de um filhote em crescimento são muito diferentes das de um cão adulto sedentário ou de um cão idoso com metabolismo mais lento.

Filhotes

Filhotes estão em fase de rápido crescimento e desenvolvimento, portanto, suas necessidades energéticas e nutricionais são elevada

 

s. Geralmente, eles precisam de mais calorias por quilo de peso corporal do que cães adultos. A quantidade de ração para filhotes é geralmente dividida em várias refeições ao longo do dia (3 a 4 vezes) e deve ser ajustada conforme o crescimento do filhote, seguindo as orientações do fabricante da ração e do veterinário.¹

Adultos

As necessidades nutricionais dos cães adultos se estabilizam. A quantidade de ração para um cão adulto dependerá do seu porte (pequeno, médio, grande ou gigante) e do seu nível de atividade (sedentário, levemente ativo, ativo ou muito ativo). Cães mais ativos precisam de mais calorias para manter seu peso ideal. As refeições para cães adultos geralmente são oferecidas 1 ou 2 vezes ao dia.²,³

Idosos

Cães idosos tendem a ter um metabolismo mais lento e podem ser menos ativos. Suas necessidades calóricas geralmente diminuem, e algumas rações específicas para idosos têm uma composição diferente para atender às suas necessidades, como menor teor de gordura e maior teor de fibras. A quantidade de ração para cães idosos 

 

deve ser ajustada para manter um peso saudável e prevenir a obesidade.²

A quantidade muda de acordo com cada tipo de ração?

comida para cachorro

Sim, a quantidade de ração recomendada pode variar significativamente entre diferentes marcas e tipos de ração. Isso ocorre porque a densidade calórica e a composição nutricional de cada alimento podem ser diferentes. Uma ração com maior teor de proteína e gordura pode exigir uma porção menor do que uma ração com menor densidade energética para fornecer a mesma quantidade de calorias.

 

É fundamental seguir as recomendações de quantidade diária fornecidas pelo fabricante na embalagem da ração. Essas recomendações são geralmente baseadas no peso do cachorro e podem ser ajustadas de acordo com o nível de atividade e as orientações do veterinário.

Existe um horário melhor para alimentar o cachorro?

Embora não haja um horário único “melhor” para alimentar todos os cachorros, estabelecer uma rotina de alimentação consistente pode trazer benefícios para a digestão e o comportamento do seu pet. Alimentar o cachorro em horários regulares ajuda a regular o metabolismo e pode facilitar o controle das idas ao banheiro.

A frequência das refeições varia de acordo com a idade:

  •       Filhotes: 3 a 4 vezes ao dia.⁴
  •       Adultos: 1 ou 2 vezes ao dia (manhã e/ou tarde/noite). ⁴
  •       Idosos: Geralmente 1 ou 2 vezes ao dia, dependendo das necessidades individuais. ⁴

O importante é manter a consistência nos horários escolhidos e observar o comportamento do seu cachorro para ajustar a rotina, se necessário.

O que acontece quando você deixa comida à vontade para seu pet?

 

Deixar a comida à vontade (alimentação ad libitum) pode levar a diversos problemas de saúde em cães adultos:

  •       Obesidade: O consumo excessivo de calorias pode levar ao ganho de peso e à obesidade, aumentando o risco de diabetes, problemas articulares, doenças cardíacas e outras condições.⁵
  •       Dificuldade em monitorar o apetite: Fica mais difícil identificar precocemente uma possível perda de apetite, que pode ser um sinal de doença.
  •       Seletividade: O cachorro pode se tornar mais seletivo, esperando por alimentos mais palatáveis em vez de comer a ração balanceada.⁶
  •       Problemas comportamentais: Em alguns casos, pode haver competição por comida entre animais que vivem juntos.⁴

Para filhotes, a alimentação ad libitum pode ser mais aceitável, mas ainda requer monitoramento para evitar o sobrepeso conforme crescem.7 A transição para horários fixos de alimentação é geralmente recomendada na fase adulta.

Controle a quantidade de alimento

Controlar a quantidade de alimento que seu cachorro consome é crucial para manter um peso saudável e prevenir problemas de saúde relacionados à nutrição.

Como calcular a quantidade de ração para o cachorro?

Calcular a quantidade ideal de ração envolve alguns passos:

  1. Consulte a embalagem da ração: Verifique as recomendações do fabricante com base no peso do seu cachorro.
  2. Pese seu cachorro regularmente: Ajuste a quantidade de ração conforme as mudanças de peso.
  3. Considere o nível de atividade: Cães mais ativos podem precisar de uma porção ligeiramente maior dentro da faixa recomendada.                                                                      
  4. Observe a condição corporal: Avalie se seu cachorro está no peso ideal (é possível sentir as costelas sem vê-las facilmente). Se estiver acima ou abaixo do peso, ajuste a quantidade de ração gradualmente e consulte o veterinário.⁴
  5. Consulte o veterinário: O veterinário é a melhor pessoa para orientá-lo sobre a quantidade ideal de ração para o seu cachorro, considerando suas necessidades individuais e condições de saúde.

Oferecer a quantidade ideal de ração é um dos pilares da saúde e do bem-estar do seu cachorro. Ao entender as necessidades nutricionais em diferentes fases da vida, a influência do tipo de ração e a importância do controle das porções, você estará contribuindo para uma vida longa e saudável ao lado do seu companheiro. Lembre-se sempre de que as recomendações do fabricante são um ponto de partida, e a orientação do veterinário é fundamental para individualizar a dieta do seu pet.


Referências:

  1. PINOW, A. C. S.; SANTOS, J. S.; MAZZINGHY, C. L.; PINTO, M. L. Exigências nutricionais de cães filhotes: revisão. PUBVET, v. 15, n. 5, p. 1–11, 2021.
  2. HARPER, E. Jean. Changing perspectives on aging and energy requirements: aging and energy intakes in humans, dogs and cats. The Journal of Nutrition, Bethesda, v. 128, n. 12 Suppl., p. 2623S–2626S, 1998.
  3. FREEMAN, L.; BECVAROVA, I.; CAVE, N.; MACKAY, C.; NGUYEN, P.; RAMA, B.; TAKASHIMA, G.; TIFFIN, R.; TSJIMOTO, H.; VAN BEUKELEN, P. WSAVA Nutritional Assessment Guidelines. Journal of Small Animal Practice, v. 52, n. 7, p. 385–396, 2011.
  4. BALDWIN, K.; BARTGES, J.; BUFFINGTON, T.; FREEMAN, L. M.; GRABOW, M.; LEGRED, J.; OSTWALD JUNIOR, D. AAHA nutritional assessment guidelines for dogs and cats. Journal of the American Animal Hospital Association, v. 46, n. 4, p. 285–296, jul./ago. 2010.
  5. GERMAN, A. J. Obesity in companion animals. Journal of Veterinary Internal Medicine, v. 20, n. 3, p. 462–468, 2006.
  6. ROBERTS, M. T.; BERMINGHAM, E. N.; CAVE, N. J.; YOUNG, W.; MCKENZIE, C. M.; THOMAS, D. G. Macronutrient intake of dogs, self-selecting diets varying in composition offered ad libitum. Journal of Animal Physiology and Animal Nutrition, v. 102, n. 2, p. 568–575, 2018.
  7. PORSANI, M. Y. H.; TEIXEIRA, F. A.; OLIVEIRA, V. V.; PEDRINELLI, V.; DIAS, R. A.; GERMAN, A. J.; BRUNETTO, M. A. Prevalence of canine obesity in the city of São Paulo, Brazil. Scientific Reports, v. 10, n. 14082, 2020.
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