A saúde intestinal do nosso cão é um dos principais termômetros do seu bem-estar geral. Qualquer alteração na frequência ou na aparência das fezes acende um sinal de alerta, e a constipação é uma das mudanças mais comuns e desconfortáveis que podem afetá-los.
Ver nosso amigo se esforçando para defecar sem sucesso gera angústia e muitas dúvidas. Se você está passando por isso, saiba que entender a constipação canina é o primeiro passo para agir da forma correta.
A constipação, popularmente conhecida como prisão de ventre, é a dificuldade persistente para evacuar, resultando em fezes que são infrequentes, duras, secas e pequenas. O cão tenta, mas não consegue eliminar o conteúdo fecal acumulado no intestino grosso¹, ², ³.
É importante não confundir. Na constipação, o problema é a dificuldade ou ausência de evacuação. Já a diarreia é caracterizada por fezes líquidas e frequentes. Às vezes, um cão constipado pode conseguir passar uma pequena quantidade de fezes líquidas ao redor da massa fecal endurecida, o que pode ser erroneamente interpretado como diarreia, mas o problema de base continua sendo a constipação¹.
Se o seu cão não consegue defecar por mais de 48 horas, ou se a dificuldade para evacuar vem acompanhada de outros sinais como vômitos, letargia extrema, dor abdominal intensa ou falta de apetite, a situação é considerada uma urgência. Nesses casos, a ida ao médico-veterinário deve ser imediata¹.
Diversos fatores podem levar um cão a ter prisão de ventre. Conhecer as causas ajuda na prevenção.
O diagnóstico da constipação deve ser realizado por um médico-veterinário, que avaliará o histórico e o estado geral do animal. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como exames de imagem e exames de sangue, para auxiliar na identificação da causa e descartar outras condições. É importante que o tutor informe ao veterinário sobre a alimentação, ingestão de água, rotina e todos os medicamentos ou suplementos utilizados pelo animal, pois essas informações podem contribuir para a investigação¹, ², ³.
O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro. Após a avaliação, o médico-veterinário definirá a conduta mais adequada para cada animal, que pode envolver mudanças na alimentação, manejo da hidratação ou outras medidas, de acordo com a necessidade. Em casos mais graves, podem ser necessários procedimentos realizados em ambiente veterinário¹,²,⁵.
Se ele passar de 48 horas sem evacuar, ou se apresentar outros sintomas como dor, vômito ou apatia, sim, é uma urgência veterinária.
Casos leves podem se resolver em um ou dois dias. Casos persistentes que duram mais de dois dias exigem avaliação profissional.
Laxantes de uso humano são extremamente perigosos para cães, podendo causar diarreia severa, desidratação e cólicas intensas. A medicação apropriada deve ser sempre prescrita por um médico-veterinário.
Procure ajuda imediatamente se o cão não evacua há mais de dois dias, chora de dor ao tentar, vomita, está muito apático ou se recusa a comer.
A saúde gastrointestinal é um pilar para a qualidade de vida do seu cão. Prevenir a constipação através de uma dieta balanceada, exercícios e hidratação adequada é a melhor forma de cuidado.
Como tutor, você é o principal observador da saúde do seu amigo. Ao notar qualquer sinal de dificuldade, não hesite em buscar a orientação do médico-veterinário. Cuidar com atenção e agir preventivamente é garantir que seu companheiro tenha uma vida longa, confortável e feliz.
Referências: