Ter uma rotina corrida, muitas vezes, faz com que deixemos nossos pets sozinhos em casa. Mas será que esse hábito é saudável para eles?
Para alguns, deixar o seu pet sozinho pode ser um desafio. Por isso, trouxemos algumas dicas e informações que podem te auxiliar nesse processo.
Deixar nossos amigos de quatro patas sozinhos em casa é uma realidade para muitos tutores, seja por algumas horas de trabalho, compromissos ou outras necessidades. No entanto, é natural que surjam dúvidas sobre o tempo seguro e as melhores práticas para garantir o bem-estar deles durante nossa ausência. Cada pet tem sua individualidade e lida com a solidão de maneiras diferentes, por isso, entender suas necessidades e adaptar o ambiente é crucial para minimizar o estresse e garantir sua segurança.
Os cachorros são animais sociais e, para muitos deles, a ausência do tutor pode gerar ansiedade. O tempo que um cachorro pode ficar sozinho varia muito dependendo da idade, nível de atividade, temperamento, ambiente e treinamento. Filhotes e cães idosos geralmente precisam de mais atenção e não devem ser deixados sozinhos por longos períodos. Cães adultos, com treinamento adequado e um ambiente enriquecido, podem tolerar algumas horas de solidão. No entanto, longos períodos de isolamento podem levar a comportamentos destrutivos, latidos excessivos e sinais de angústia.
Os gatos são geralmente mais independentes que os cães e costumam lidar melhor com a solidão. Eles apreciam seus momentos de descanso e podem se entreter sozinhos com brinquedos e explorando o ambiente.¹ No entanto, isso não significa que possam ser deixados sozinhos por tempo indeterminado. Gatos também precisam de interação, alimentação adequada, água fresca e um ambiente limpo. Longas ausências podem levar a estresse, mudanças de comportamento e até problemas de saúde.²
Guidelines de bem-estar animal, não estabelecem um número fixo de horas que um animal pode permanecer sozinho. Em vez disso, orientam que o manejo deve garantir que o animal esteja livre de fome e sede, desconforto, dor ou doença, medo e estresse, além de possibilitar a expressão de comportamentos naturais.³
Nesse contexto, o tempo que um pet pode permanecer sozinho não é um valor absoluto, mas deve ser determinado com base na avaliação das necessidades individuais do animal, do ambiente e da rotina, assegurando que sua condição de bem-estar não seja comprometida.
É crucial observar o comportamento do seu pet ao retornar para identificar sinais de estresse ou ansiedade, como vocalização excessiva, destruição de objetos ou alterações nos hábitos de higiene. ⁴
A aversão à solidão pode ter diversas causas, especialmente em cães:
Nos gatos, embora a independência seja uma característica, alguns também podem desenvolver apego intenso aos tutores e sentir a falta de companhia.⁶
Para um cachorro que não lida bem com a solidão, o tempo sozinho em casa pode ser uma experiência angustiante. Eles podem sentir:
Esses sentimentos podem se manifestar através de comportamentos como latidos e uivos excessivos, destruição de móveis e objetos, tentativas de fuga e alterações nos hábitos de higiene.⁴,⁵
Independentemente de ser um cão ou um gato, alguns cuidados são fundamentais para garantir o bem-estar e a segurança do seu pet durante sua ausência:
Um ambiente enriquecido é crucial para evitar o tédio e a ansiedade. Ofereça brinquedos interativos que dispensam petiscos, ossos para roer (seguros e apropriados para o porte), e brinquedos que ele possa jogar sozinho. Considere esconder petiscos pela casa para estimular a busca.⁸
Para os gatos, disponibilize arranhadores, prateleiras para escalar, brinquedos que simulem presas (bolinhas, ratinhos), e caixas de papelão para explorar.⁹
A rotação dos brinquedos ajuda a manter o interesse do pet.
Ambos os pets precisam de um local onde se sintam seguros e possam descansar sem interrupções. Para cães, uma caminha confortável em um local calmo da casa pode ser o refúgio ideal.
Já os gatos, eles apreciam locais elevados e escondidos. Prateleiras, nichos e caixas podem proporcionar essa sensação de segurança.¹⁰
Certifique-se de que não haja objetos perigosos ao alcance dos pets.
Acesso constante a água fresca e limpa é essencial. Quanto à ração, a quantidade deve ser adequada para o período de ausência, levando em consideração a rotina alimentar do pet. Para ausências mais longas, considere alimentadores automáticos.
As necessidades fisiológicas variam entre cães e gatos. Para os cães, antes de sair, leve seu cão para passear para que ele possa fazer suas necessidades. Para ausências mais longas, alguns tutores utilizam tapetes higiênicos, mas o ideal é que não precisem segurar por muito tempo.
Para os gatos, certifique-se de que a caixa de areia esteja limpa e acessível. O número de caixas deve ser adequado ao número de gatos na casa (o ideal é uma caixa por gato mais uma extra).¹¹
Embora este tópico fale sobre o período em que o pet está sozinho, é importante ressaltar a importância da interação de qualidade antes de sair e ao retornar. Brinque, converse e demonstre afeto ao seu pet. Isso ajuda a fortalecer o vínculo e a reduzir a ansiedade associada à sua ausência.²
Deixar nossos pets sozinhos em casa exige planejamento e cuidado para garantir seu bem-estar físico e emocional. Entender as necessidades individuais de cada animal, enriquecer o ambiente, oferecer segurança e recursos essenciais são passos importantes. Observar o comportamento do seu pet e, em caso de sinais de ansiedade de separação, buscar orientação de um veterinário ou comportamentalista é fundamental para proporcionar uma vida feliz e equilibrada ao seu companheiro.
Referências: